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Amor-Próprio

“Amor-próprio” – O que significa isto? O que eu amo «em mim mesmo»? O que eu amo quando eu amo a mim próprio?”

No livro Amor Líquido, escrito por Zigmunt Bauman, encontramos no capítulo “Sobre a dificuldade de amar o próximo” muitas perguntas poderosas, possibilitadoras e desafiantes sobre o Amor-próprio, como as que podem ler acima.

Concordo cada vez mais com a sugestão do autor de que é o amor-próprio que nos estimula a agarrar a vida com motivação, com a certeza que vale a pena ser vivida.

Quantas vezes estamos em modo de (sobre)viver sem amor-próprio, porque insistimos em permanecer em contextos que não se ajustam aos nossos valores? Quanta vezes nos sentimos perdidos e desamados?

Parafraseando o autor “Pois o que amamos no nosso amor-próprio é a personalidade adequada para ser amada. O que amamos é o estado, ou a esperança de sermos amados. De sermos objetos dignos do amor, de sermos reconhecidos como tal e recebermos a prova desse reconhecimento.”

Este trecho acentua a responsabilidade pessoal que os adultos com papéis educativos têm de oferecer amor aos filhos e a todos com quem se relacionam com a intenção de cuidar e nutrir o seu coração. O amor-próprio vem, em estádios iniciais de desenvolvimento, do amor dos outros por nós e desenvolve-se depois tendo isso como base. Se não nos amarem durante o nosso crescimento, dificilmente conseguiremos amar-nos a nós próprios.

Na educação consciente é importante perceber que na construção do amor-próprio, o nutriente mais importante é o amor e não outras formas de substituição que muitas vezes utilizamos como forma de nos fazer sentir melhor (objectos, experiências, dinheiro, etc).

Como podemos estimular e contribuir para o desenvolvimento do amor-próprio dos nossos filhos e/ou educandos?

Ouvindo-os com atenção, com interesse, comunicando de forma consciente, amando-os pelo que são e não pelo que fazem ou têm, considerando e dando importância áquilo que pensam, fazem ou pretendem fazer e promovendo relacionamentos que tenham por base os valores da Parentalidade Consciente (Respeito pela Integridade, Responsabilidade Pessoal, Igual Valor e Autenticidade).

Se conduzirmos a educação dos nossos filhos e/ou educandos para que sintam respeitada a sua singularidade e compreendam que as particularidades enriquecem o mundo, vamos de certeza contribuir para a construção de Seres humanos que vão “Amar o próximo como a si mesmos”.

O Amor-próprio é o maior tesouro e a melhor herança que podemos oferecer aos nossos filhos e a nós!

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